sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Talvez poema

Viagem
Quando fecho os olhos
todas as janelas se abrem.

11 comentários:

Andrea de Godoy Neto disse...

cá estou, de olhos fechados, nesta viagem que me acalma a alma

um grande abraço, Jad!

Marcantonio disse...

Sem dúvida, as nossas maiores viagens são íntimas, verdadeiras odisséias no percorrer tantas sibérias, tantos saaras, tantos pirineus, tantos campos iridiscentes, floridos, ou a rastrear desde picos nevados ao burburinho de campanhas urbanas que se estendem n'alma.
Como a música pode ser figurativa tocando a imaginação! O andantino de Schubert ilustra com distâncias o seu amplo certamente-poema de dois versos. Bela experiência sensória!

Grande abraço.

JB disse...

Magnífico, jad!
As tuas palavras abriram as janelas do meu sentir que viajaram nos acordes dessa melodia.

Beijinho

Rolando disse...

Olá. Tudo blz? Estive aqui. Talvez seja. Apareça lá. Abraços.

jad disse...

Boa noite, Andrea.
Mil desculpas pelo atraso. É-me, por esta ou aquela razão,muito difícil manter uma presença mais constante na escrita aqui. Lamento-o sobretudo porque me escapa a possibilidade de manter "conversas" mais activas com as pessoas que têm a gentileza de aqui deixarem as suas pegadas.

É. claro, o teu caso, Andrea, sempre atenta e atenciosa. Obrigado.
Abraço grande também

Graza disse...

Os que não conseguirem ver abrir-se as janelas de olhos fechados, desta excelente viajem que nos propõe, vêem pelo menos uma: a que lhes é devolvida pelo efeito da fotosensibilidade da janela do écran.

Foi boa escolha. Perdõe a graça. :)

Graza disse...

Volto, para lhe oferecer em troca o segundo movimento deste concerto que me acompanhou ontem em viagem:

http://www.youtube.com/watch?v=4PPKovoY5ys&p=1F770B7A63037832&playnext=1&index=3

Saudações.

jad disse...

Boa tarde, Marcantónio.

Como é bom ler seus comentários abertos a percepções da alma poética em que moram. Pena minha de não poder estar mais activo neste exercício blogosférico em que nos vamos encontrando.

Grato, Marcantónio.

Abraço

jad disse...

Obrigado, JB. É muita simpatia da tua parte. É verdade que a música de Schubert é de uma densidade e profundidade que nos encanta especialmente quando os sentidos se fecham e apenas sobra o silêncio do olhar em que a música pode habitar. E é aí que se inventam as janelas para o mais fundo de nós.

Muito grato e mil desculpas.
Abraço

jad disse...

Boa tarde, Rolando. Obrigado pela visita.

Pois é! "talvez seja".

Lá irei ao seu sítio

Abraço

jad disse...

Boa noite, Graza.

Dado o entusiástico recolhimento com que ouço Mozart parece-me que fiquei a ganhar com a troca:).
Perante o sublime resta-nos fechar os olhos para melhor ver e ouvir.

Muito agradecido.
Abraço