sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Talvez Poema

11.
Livros

Leio
como quem olha o espelho
em busca de si próprio.

Uns ajudam, outros não.

6 comentários:

Marise von disse...

Jad,

Todo bom livro, fala um pouco de nós, e nós nos encontramos nele.
Quando a estrevista,pode usar a vontade.
Agradeço a visita e ao comentário no meu blog.
Abraços e um boa semana.
Marise.

ArtemInvenite Manuel de Castro Nunes disse...

Porquê talvez?...
Qual é a maior parte? Os que ajudam, ou os que não?

jad disse...

Marise,
O problema não são os bons livros, são os maus. E estes esgotam-se no primeiro olhar e, na sua transparência, em nada nos ajudam.

Obrigado.

jad disse...

Manuel de Castro Nunes,
antes de mais, bem-vindo ao Nós. É sempre um gosto especial receber gente nova que tem a amabilidade de partilhar seus modos de pensar connosco.

"Porquê talvez?"
Como deve ter reparado há no Nós "Poemas" e "Talvez Poemas". A razão é simples: uns sei que são poemas, escritos por poetas, outros são escritos por uma pessoa que não se pensa poeta porque o que escreve e aqui publica não atingiram, a seu ver, a dignidade do poema.

A primeira expressão que me surgiu sobre o seu segundo conjunto de questões foi esta: ajudam aqueles que resistiram à erosão do tempo. Mas depois reparei que há muitos que o tempo ainda não teve tempo de os marcar e que nos empurram contra o espelho para melhor nos vermos. E nesse empurrão nos ajudam.

Como referi no comentário à Marise, creio que aqueles que se esgotam no primeiro olhar em nada nos ajudam. Espero, desejo, creio que sejam em menos quantidade.

Bem-vindo.
Abraço

ArtemInvenite Manuel de Castro Nunes disse...

Caro Amigo.
Deixe quem lê fazer esse juízo, sem o condicionar. O «talvez» condiciona o juízo. Escreva poesia sem pressupostos de dignidade. Os poetas reconhecem-se. E, se quer que lhe diga, ou transmita a minha opinião, a poesia é para poetas. E há mais do que imaginamos. Alguns não escrevem, talvez inibidos pelo seu preconceito.
E a resposta à minha segunda questão não será também poesia? Já deixou de ser a forma que configura a poesia, mas a substância.
Um abraço.

jad disse...

O que direi a tamanha simpatia? Eu que vou defendendo que a humildade não é necessariamente uma virtude mas a arrogância é sempre um defeito?

Por agora e pelo imenso apreço que nutro pela palavra que diz o silêncio e nesse dizer se faz poema permaneço agarrado ao humilde "Talvez" na esperança que não seja defeito.

Grato pela visita e, mais ainda, pelo estímulo manifestado.

Abraço