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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Memórias - Primeiro Dia
Primeiro dia de aulas. 11º ano de mecanotecnia e electrotecnia. A sala ao fundo do corredor ficava no segundo piso do bloco 2. Ao longo do corredor as salas tinham pequenas janelas junto ao tecto que serviam para ventilar as salas, mais do que para iluminar. Parte dos alunos entraram com o professor. Outros haviam de chegar mais tarde. Durante a chamada ouve-se um barulho de tropel a subir as escadas, a correr pelo corredor ao mesmo tempo que se ouvia bater com as mochilas nas pequenas janelas. Ouve-se bater à porta. Abrem a porta, espreitam e perguntam “dá licença, professor?”. O professor, por sua vez, diz-lhes “não foram vocês que fizeram esse barulho todo, pois não?” Entraram no jogo irónico, responderam com sorriso disfarçado “não, professor!” “Bem me parecia que não eram capazes de fazer isso”. Entraram, sentaram-se e começou o ano. Os problemas disciplinares esgotaram-se ali.
Memórias
Nasce aqui uma nova secção no Nós. Memórias pretende trazer à memória alguns momentos que marcaram o meu percurso pedagógico e educativo.
Serão apresentadas experiências que, de uma forma ou de outra, foram estruturando o modo como o ensinar e o aprender se foram formalizando e desenvolvendo. E serão apresentados como relatos, como descrições da memória que guardo delas. Buscarão a aproximação mais rigorosa possível ao acontecido sem comentários ou interpretações. Se comentários e interpretações houver serão os que resultarem dos comentários que despoletarem aos leitores que os visitarem.
A intenção é simples: comunicar parte da experiência com que se fez o meu modo de entender e fazer o ensinar e o aprender, isto é, de dizer sucessos e fracassos, meus e alheios, que, a seu modo, possam desencadear outros modos de ensinar e de aprender.
Serão apresentadas experiências que, de uma forma ou de outra, foram estruturando o modo como o ensinar e o aprender se foram formalizando e desenvolvendo. E serão apresentados como relatos, como descrições da memória que guardo delas. Buscarão a aproximação mais rigorosa possível ao acontecido sem comentários ou interpretações. Se comentários e interpretações houver serão os que resultarem dos comentários que despoletarem aos leitores que os visitarem.
A intenção é simples: comunicar parte da experiência com que se fez o meu modo de entender e fazer o ensinar e o aprender, isto é, de dizer sucessos e fracassos, meus e alheios, que, a seu modo, possam desencadear outros modos de ensinar e de aprender.
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