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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos Michel Foucault dava a sua Leçon inaugurale au Collège de France com o título L’Ordre du discours. 
Eis um pequeno excerto de homenagem antes que o ano termine dado que não é o momento de exprimir o reconhecimento da importância do seu filosofar para a formação do pensar de muitos de nós que tacteávamos entre perplexidades e equívocos, entre rebeldias e revoluções, entre a razão, o inconsciente e muitas outras aventuras.

“[…] A educação pode muito bem ser, de direito, o instrumento graças ao qual todo o indivíduo, numa sociedade como a nossa, pode ter acesso a qualquer tipo de discurso ; sabemos no entanto que, na sua distribuição, naquilo que permite e naquilo que impede, ela segue as linhas que são marcadas pelas distâncias, pelas oposições e pelas lutas sociais. Todo o sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que estes trazem consigo.
Eu sei perfeitamente que a separação que tenho vindo a fazer entre rituais da fala, sociedades de discurso, grupos doutrinários e apropriações sociais, é demasiado abstracta.
Na maior parte das vezes estão ligados uns aos outros e são como grandes edifícios que asseguram a distribuição dos sujeitos falantes nos diferentes tipos de discurso e asseguram a apropriação dos discursos a certas categorias de sujeitos. Numa palavra, são os grandes procedimentos de sujeição do discurso. O que é, no fim de contas, um sistema de ensino senão uma ritualização da fala, senão uma qualificação e uma fixação dos papéis dos sujeitos falantes; senão a constituição de um grupo doutrinal, por difuso que seja; senão uma distribuição e uma apropriação do discurso com os seus poderes e os seus saberes? O que é a "escrita" (a dos "escritores") senão um sistema de sujeição semelhante, que assume talvez formas um pouco diferentes, mas em que as grandes decomposições são análogas? Será que o sistema jurídico, o sistema institucional da medicina, também eles, pelo menos em alguns dos seus aspectos, não são sistemas semelhantes de sujeição do discurso?"

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi Let it Be.
Os Beatles em seus derradeiros acordes
e (des)encantamentos.
So, let it be! 

sábado, 13 de novembro de 2010

1970 - 40 anos

Em Novembro apareeceu The man who sold the world de David Bowie.
As radios continuam a passar a versão  dos Nirvana mas Cobain tinha apenas três anos quando o "camaleão" a gravou...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

1970 - 40 anos

Simon and Garfunkel Song for the asking

Há 40 anos foi a última canção do último álbum de originais de Simon and Garfunkel por um dos melhores compositores da pop music.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi também Melanie Safka e Lay down

sábado, 31 de julho de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi Traz outro amigo também e o Canto moço nele.
Para sonhar com a memória.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

1970 - 40 anos

"Para mim a vida e a música são só uma questão de estilo"
(Miles Davis).

sexta-feira, 23 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

1970 - 40 anos

1970 foi  New Morning e, nele, If not for you  de Dilan,
o pistoleiro das palavras musicadas da América
(aqui com Harrison no  concerto que haveremos de visitar no seu 40º aniversário)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

1970 - 40 anos

Regresso também a Let it be.

1970 - 40 anos

Regresso a Bridge over troubled waters desta vez com why don't you write me.
Fiquem bem.

sábado, 5 de junho de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi After the Gold Rush de Neil Young e Don’t let it bring you down.

terça-feira, 25 de maio de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi o fim do grupo mais influente na música pop,
I me mine o tema de Harrison no álbum derradeiro.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

1970 - 40 anos

Regresso a Bridge over troubled waters e The Only Living Boy in New York.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi Camarade de Jean Ferrat.
A força da palavra na nudez de uma voz inconfundível no mês da sua morte.



Jean Ferrat. Camarade (1970)

C’est un joli nom Camarade C’est un joli nom tu sais Qui marie cerise et grenade Aux cent fleurs du mois de mai Pendant des années Camarade Pendant des années tu sais Avec ton seul nom comme aubade Les lèvres s’épanouissaient Camarade Camarade

C’est un nom terrible Camarade C’est un nom terrible à dire¶ Quand, le temps d’une mascarade Il ne fait plus que frémir Que venez-vous faire Camarade Que venez-vous faire ici Ce fut à cinq heures dans Prague Que le mois d’août s’obscurcit Camarade Camarade

C’est un joli nom Camarade C’est un joli nom tu sais Dans mon cœur battant la chamade Pour qu’il revive à jamais Se marient cerise et grenade Aux cent fleurs du mois de mai

sábado, 20 de março de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi também Across the universe.

1970 - 40 anos

Ainda o álbum Bridge over troubled waters.
(O filme foi realisado pelos jovens alunos que aparecem no fim...)

terça-feira, 9 de março de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi The Boxer que ouvimos, ouvimos, ouvimos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

1970 - 40 anos

Há 40 anos foi Traz outro Amigo também.
Há 23 anos foi a morte de Zeca
Hoje é a homenagem à voz por excelência da portugalidade

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010